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Workshop sobre Quelatos

I Encontro Nacional de Quelatos
22 e 23 e junho de 2001
The Royal Palm Plaza Hotel

OSTEOPOROSE

Definição: É uma doença caracterizada por baixa massa óssea com deterioração da microarquitetura do osso levando a um aumento da fragilidade óssea e maior risco de fraturas.

Epidemiologia: Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas já têm a doença e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo portanto, risco de fratura. Deste total de pacientes, 80% são mulheres.

Classificação: A Osteoporose pode ser classificada em:

PRIMÁRIA (mais freqüente):

  • Osteoporose pós-menopausa
  • Osteoporose senil
  • Osteoporose juvenil

SECUNDÁRIA:

  • Associada ao alcoolismo crônico
  • Induzida por medicamentos, principalmente os corticóides
  • Imobilização prolongada
  • Associada a doenças endócrinas

Fisiopatologia: O osso é formado predominantemente pelo colágeno tipo 1, onde se depositam Cálcio e Fósforo na forma de cristais. A resistência óssea depende da deposição mineral. Cerca de 99% do Cálcio presente no corpo está nos ossos e dentes.

Durante a vida, o osso fica sob contínua renovação; o osso velho vai sendo removido por células chamadas osteoclastos e o osso novo vai sendo formado pelos osteoblastos. Essa renovação é chamada de Remodelação Óssea.

Remodelação Óssea: A Remodelação Óssea é afetada por uma série de fatores como: Hormônios, Cálcio e Atividade Física.

Durante a infância, adolescência e no início da fase adulta a atividade dos osteoblastos é maior que a dos osteoclastos. Como resultado, o esqueleto cresce, os ossos tornam-se maiores, mais densos e mais fortes, O pico de massa óssea ocorre entre os 20 e 30 anos.

Pico de massa óssea: O pico de massa óssea é definido como a máxima densidade e resistência óssea que o indivíduo pode atingir.

Após os 30 anos, a atividade dos osteoclastos sobrepõe a dos osteoblastos e a remoção é maior que a reposição.

A prevenção da osteoporose começa na infância onde é obtido o pico de massa óssea.

Osteoporose: Na menopausa, que se inicia entre 45 e 55 anos, as mulheres perdem tecido ósseo rapidamente devido ao declínio agudo da produção ovariana de estrogênios, que exercem ação protetora sobre os ossos.

Após os 65 anos, homens e mulheres tendem a perder a mesma taxa de massa óssea.

A Mulher no Climatério: O Cálcio é nutriente essencial, associa-se o consumo populacional geralmente inadequado.

A quantidade ideal é variável, mínimo de 1000 mg/dia e a melhor maneira de atender as necessidades de Cálcio é através dos alimentos. Suplementos solúveis e absorvíveis podem suprir as deficiências alimentares. A alta ingestão de Cálcio não substitui a reposição estrogênica no climatério. Na gravidez, a suplementação de Cálcio representa benefício para as mulheres, principalmente aquelas com alto risco de síndromes hipertensivas e nas comunidades com baixa ingesta de Cálcio.

Quadro Clínico: É pobre. A osteoporose é uma doença silenciosa, as primeiras manifestações ocorrem apenas quando há perda de 30 a 40% da massa óssea.

As primeiras manifestações infelizmente são as fraturas.

Fatores de Risco:

Não Modificáveis:

  • Sexo : mais freqüente em mulheres.
  • Idade: com o aumento da idade aumenta o risco de surgimento da doença.
  • História Familiar: osteoporose tem relação com hereditariedade.
  • Tamanho do osso: quanto maior a altura menor a incidência.
  • Etnia: é mais freqüente em mulheres brancas e amarelas.

Modificáveis:

  • Níveis Hormonais : TRH
  • Atividade Física
  • Álcool
  • Tabagismo
  • Dieta

Diagnóstico: Como exames de rotina, recomenda-se realizar hemogramas, provas de atividade inflamatória, eletroforese de Proteínas, Cálcio, Fósforo, Fosfatase Alcalina e Cálcio de 24 horas na urina.

Com estes exames, afastam-se as causas mais comuns de doenças que podem cursar com osteoporese como mieloma múltiplo, hiperparatireoidismo, osteomalácia, hipercalciúria e algumas doenças neoplásicas e reumáticas.

A densitometria óssea de dupla emissão com fonte de raios (DXA) é o padrão ouro para quantificação da massa óssea e identificar os riscos de fraturas, bem como para monitorar a massa óssea.

Tratamento:

Medidas Gerais

Dieta rica em Cálcio e pobre em proteínas e fosfato, presentes nas carnes vermelhas, cereais e refrigerantes.

  • Diminuição do consumo de álcool e café
  • Diminuição do fumo
  • Atividade Física

Suplementação de Cálcio no adulto:
Pós-menopausa sem TRH
1.000 mg/d
Pós-menopausa sem TRH
1.500 mg/d
Alto risco para osteoporose
1.500 mg/d
Acima dos 65 anos
1.500 mg/d

Suplementação de cálcio na criança e adolescente:

1a 5 anos
800 mg/ d
6 a 10 anos
1200 mg/d
11 a 24 anos
1500 mg/d
Atletas 
    2g/ d

Vitamina D: exposição ao sol pelo menos 15 minutos diários.

Tratamento Medicamentoso:

Estrogênios: prevenção e tratamento. Devem ser utilizados pelo menos 21 dias por mês. Diminuem a reabsorção óssea. E são mais efetivos quando ingeridos com altas doses de Cálcio.

Alendronato: prevenção 5 mg/ dia e tratamento 10 mg/dia. Estudos demonstram que 86% dos indivíduos tratados com alendronato apresentaram algum aumento da massa óssea. Reduz as fraturas em 50%.

Risedronato: prevenção e tratamento 5 mg/ dia.

Raloxifeno: aprovado apenas para a prevenção, dose de 60mg/ dia. Reduz a reabsorção óssea.

Calcitonina: aprovada apenas para o tratamento.

Outros agentes: Anabolizantes, ipriflavona, tibolona, tiazídicos, metabólitos da Vitamina D vêm sendo estudados com resultados promissores.

Absorção do Cálcio Inorgânico: A absorção é grande dilema do Cálcio alimentar. As fibras, assim como fitatos, podem diminuir a absorção e a retenção de Cálcio. Fibras não fermentáveis tais como a celulose, aumentam conteúdo intestinal e diminuem o tempo de trânsito, diminuindo assim o tempo disponível para a absorção do Cálcio.

Fibras fermentáveis, tais como a hemicelulose, estimulam a proliferação de microorganismos, que captam minerais como o Cálcio e os tornam indisponíveis para a absorção.

Os Fitatos ligam o Cálcio e diminuem a sua biodisponibilidade.

A absorção do Cálcio é inibida na presença de oxalatos encontrados em vegetais como espinafre, beterraba, beringela, quiabo e abóbora; frutas como o morango, bebidas como o chá e achocolatados.

A ingestão de cafeína é inversamente proporcional à absorção do Cálcio.

Para cada grama de sal consumido a excreção urinária de Cálcio aumenta em 26 mg.

Proteínas incrementam a excreção de Cálcio. Para cada 1 grama de proteína consumida, o Cálcio na urina aumenta em 1 mg.

Baixa absorção leva à baixa biodisponibilidade do Cálcio nos ossos.

Cálcio Aminoácido Quelato: Impõe-se a necessidade de um composto de Cálcio que apresente alta biodisponibilidade.

A formação de quelatos, entre estes o Cálcio Aminoácido Quelato, onde 2 moléculas do aminoácido Glicina "protegem" o Cálcio dos fatores de interferência na absorção.

Conclusão: O Cálcio Aminoácido Quelato, por sua alta biodisponibilidade é hoje o composto que reúne todas as condições adequadas para uma suplementação bem sucedida.