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Workshop sobre Quelatos I
Encontro Nacional de Quelatos OSTEOPOROSE Definição: É uma doença caracterizada por baixa massa óssea com deterioração da microarquitetura do osso levando a um aumento da fragilidade óssea e maior risco de fraturas. Epidemiologia: Atualmente, nos Estados Unidos, 10 milhões de pessoas já têm a doença e 18 milhões apresentam baixa massa óssea, tendo portanto, risco de fratura. Deste total de pacientes, 80% são mulheres. Classificação: A Osteoporose pode ser classificada em: PRIMÁRIA (mais freqüente):
SECUNDÁRIA:
Fisiopatologia: O osso é formado predominantemente pelo colágeno tipo 1, onde se depositam Cálcio e Fósforo na forma de cristais. A resistência óssea depende da deposição mineral. Cerca de 99% do Cálcio presente no corpo está nos ossos e dentes. Durante a vida, o osso fica sob contínua renovação; o osso velho vai sendo removido por células chamadas osteoclastos e o osso novo vai sendo formado pelos osteoblastos. Essa renovação é chamada de Remodelação Óssea. Remodelação Óssea: A Remodelação Óssea é afetada por uma série de fatores como: Hormônios, Cálcio e Atividade Física. Durante a infância, adolescência e no início da fase adulta a atividade dos osteoblastos é maior que a dos osteoclastos. Como resultado, o esqueleto cresce, os ossos tornam-se maiores, mais densos e mais fortes, O pico de massa óssea ocorre entre os 20 e 30 anos. Pico de massa óssea: O pico de massa óssea é definido como a máxima densidade e resistência óssea que o indivíduo pode atingir. Após os 30 anos, a atividade dos osteoclastos sobrepõe a dos osteoblastos e a remoção é maior que a reposição. A prevenção da osteoporose começa na infância onde é obtido o pico de massa óssea. Osteoporose: Na menopausa, que se inicia entre 45 e 55 anos, as mulheres perdem tecido ósseo rapidamente devido ao declínio agudo da produção ovariana de estrogênios, que exercem ação protetora sobre os ossos. Após os 65 anos, homens e mulheres tendem a perder a mesma taxa de massa óssea. A Mulher no Climatério: O Cálcio é nutriente essencial, associa-se o consumo populacional geralmente inadequado. A quantidade ideal é variável, mínimo de 1000 mg/dia e a melhor maneira de atender as necessidades de Cálcio é através dos alimentos. Suplementos solúveis e absorvíveis podem suprir as deficiências alimentares. A alta ingestão de Cálcio não substitui a reposição estrogênica no climatério. Na gravidez, a suplementação de Cálcio representa benefício para as mulheres, principalmente aquelas com alto risco de síndromes hipertensivas e nas comunidades com baixa ingesta de Cálcio.Quadro Clínico: É pobre. A osteoporose é uma doença silenciosa, as primeiras manifestações ocorrem apenas quando há perda de 30 a 40% da massa óssea. As primeiras manifestações infelizmente são as fraturas.
Fatores de Risco: Não Modificáveis:
Modificáveis:
Diagnóstico: Como exames de rotina, recomenda-se realizar hemogramas, provas de atividade inflamatória, eletroforese de Proteínas, Cálcio, Fósforo, Fosfatase Alcalina e Cálcio de 24 horas na urina. Com estes exames, afastam-se as causas mais comuns de doenças que podem cursar com osteoporese como mieloma múltiplo, hiperparatireoidismo, osteomalácia, hipercalciúria e algumas doenças neoplásicas e reumáticas. A densitometria óssea de dupla emissão com fonte de raios (DXA) é o padrão ouro para quantificação da massa óssea e identificar os riscos de fraturas, bem como para monitorar a massa óssea. Tratamento: Medidas Gerais Dieta rica em Cálcio e pobre em proteínas e fosfato, presentes nas carnes vermelhas, cereais e refrigerantes.
Suplementação de Cálcio no adulto:
Suplementação de cálcio na criança e adolescente:
Vitamina D: exposição ao sol pelo menos 15 minutos diários. Tratamento Medicamentoso: Estrogênios: prevenção e tratamento. Devem ser utilizados pelo menos 21 dias por mês. Diminuem a reabsorção óssea. E são mais efetivos quando ingeridos com altas doses de Cálcio. Alendronato: prevenção 5 mg/ dia e tratamento 10 mg/dia. Estudos demonstram que 86% dos indivíduos tratados com alendronato apresentaram algum aumento da massa óssea. Reduz as fraturas em 50%. Risedronato: prevenção e tratamento 5 mg/ dia. Raloxifeno: aprovado apenas para a prevenção, dose de 60mg/ dia. Reduz a reabsorção óssea. Calcitonina: aprovada apenas para o tratamento. Outros agentes: Anabolizantes, ipriflavona, tibolona, tiazídicos, metabólitos da Vitamina D vêm sendo estudados com resultados promissores. Absorção do Cálcio Inorgânico: A absorção é grande dilema do Cálcio alimentar. As fibras, assim como fitatos, podem diminuir a absorção e a retenção de Cálcio. Fibras não fermentáveis tais como a celulose, aumentam conteúdo intestinal e diminuem o tempo de trânsito, diminuindo assim o tempo disponível para a absorção do Cálcio. Fibras fermentáveis, tais como a hemicelulose, estimulam a proliferação de microorganismos, que captam minerais como o Cálcio e os tornam indisponíveis para a absorção. Os Fitatos ligam o Cálcio e diminuem a sua biodisponibilidade. A absorção do Cálcio é inibida na presença de oxalatos encontrados em vegetais como espinafre, beterraba, beringela, quiabo e abóbora; frutas como o morango, bebidas como o chá e achocolatados. A ingestão de cafeína é inversamente proporcional à absorção do Cálcio. Para cada grama de sal consumido a excreção urinária de Cálcio aumenta em 26 mg. Proteínas incrementam a excreção de Cálcio. Para cada 1 grama de proteína consumida, o Cálcio na urina aumenta em 1 mg. Baixa absorção leva à baixa biodisponibilidade do Cálcio nos ossos. Cálcio Aminoácido Quelato: Impõe-se a necessidade de um composto de Cálcio que apresente alta biodisponibilidade. A formação de quelatos, entre estes o Cálcio Aminoácido Quelato, onde 2 moléculas do aminoácido Glicina "protegem" o Cálcio dos fatores de interferência na absorção. Conclusão: O Cálcio Aminoácido Quelato, por sua alta biodisponibilidade é hoje o composto que reúne todas as condições adequadas para uma suplementação bem sucedida.
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